
23.11.09
Finalmentes
É não ter tido tempo de consumar o ato
Ela se foi pras montanhas
Eu continuei no mato
Ela virou uma estrela
E eu tô virado num trapo
Eu e o massagista...
Pensou que era sacanagem, né? Mas nem só de farofa vive o Asterisco! Acontece que eu achei um massagista lindo, fofo, querido e que ainda me deixa relaxada na hora de dormir. Como ele é? Ah, assim um moreno claro, com pernas fortes, um olhar inquietante e um sorriso lindo. Pesa 600g e se chama Davi. E, por acaso, é o meu porquinho-da-Índia!
Davi descobriu seus dotes por acaso. Eu deitei para ver TV, antes de dormir e catei meu filhote na gaiola (sempre temos alguma meia hora juntos, para discutirmos nossa relação de mãe e filho, e para eu afofá-lo um pouquinho). Davi começou a dar bandinhas por cima da cama e, como de costume, subiu em mim e começou a dar seus costumeiros pinotes de faceirice.
Agora, Davi é meu terapeuta. Que massagem com pedrinha quente! Bom mesmo é um porquinho-da-Índia perambulando pelas nossas costas com suas patinhas peludas! Só não peço esse favor ao meu cão Hitchcock porque, do jeito que ele é atentado, é capaz de me descolunar! Por enquanto, 600g de Davi já são o suficiente depois de um dia estafante de Jornalismo... E eras isso!
20.11.09
O primeiro banho
O banho número um de um bebê é sempre um momento clássico. Muito mais para quem dá o banho do que para o bebê, que provavelmente só irá saber desse momento pelos relatos dos pais ou quem quer que tenha o colocado na banheira primeiro. Essa semana, vivi esse momento importante com meu filhote, o Davizinho.
Davi é meu porquinho da Índia. Sim, o mesmo que antes era "Sofia" e eu descobri que era machinho. Era um dia quente, uma manhã de sol. Catei meu filhote na gaiola e preparei uma água morninha na pia do banheiro. O lugar não poderia ser mais apropriado: com as paredes lisas, Davi não conseguiria escalar a pia para fugir.
Porém, ele ficou quietinho! Adorou a água! Ficou muito engraçadinho com o pelinho molhado. Um sabão neutro para enchê-lo de espuma, parecendo um poodle. Depois, mais uma aguinha para retirar o sabão e pronto. Saiu do banho enrolado em uma toalhinha, que nem um bebezinho.
Depois de devidamente seco, voltou para sua gaiolinha, onde ficou alguns minutos no sol. Ele se sacudia que nem cachorro, para retirar a água. Seu pelo ficou branquinho e macio. Assim, dá mais vontade de ficar com ele no colo e afofá-lo muito. Nesse momento, ele está comigo, olhando desenho na TV. Ele adora. É um dos bichinhos mais carinhosos e mansinhos que já tive. Davi.
* Seria essa farofa toda uma ausência de pauta?
18.11.09
Movimento dos Sem Cinema
Tudo bem que a terrinha é pequena. Mas, até quando era menor, Esteio tinha um cinema. Ficava ali na Presidente Vargas e depois virou igreja evangélica (é, que nem a música do Pensador). Hoje, Esteio tem apenas uma sala de cinema, na Casa de Cultura Lufredina Araújo Gaya. Porém, não são exibidos filmes que estão em cartaz.
Puxa vida! Uma cidade sem um cinema não é uma cidade! Se quisermos um filminho, temos de pegar um trem até Canoas ou Porto Alegre. Um cinema em Esteio traria mais renda ao município e poderia atrair também os cinéfilos de Sapucaia. É por isso que o Asterisco lança a campanha do Movimento dos Sem Cinema, que estabelece que toda cidade merece uma sala de cinema (assim como uma prefeitura, um hospital e uma escola). Porque cultura é necessidade básica.
A terrinha está com uma programação cultural bacana. Tem a Associação Esteiense de Rock, que promove shows bacanas, Feira do Livro, espetáculos de teatro, pubs, sinucas, bar com música ao vivo. Tá rolando uma vida noturna na cidade. Temos até um “shopping center”! O Vida Bela Shopping. Só nos falta um cinema. Está lançada a campanha e eu já comprei minhas pipocas.
16.11.09
A patroa do Noel...
Microconto
Meu Deus! A Sofia é macho!
Claro, essas coisas acontecem. É, sempre acontecem comigo. Mas eu ia adivinhar que todos os porquinhos-da-Índia são iguais até os três meses??? Quando fui comprar meu mascote, olhei na sua parte de baixo e tinha lá uma entradinha USB. “Bom, é fêmea”. E, na maior inocência, batizei minha bolinha de pêlos de “Sofia”. Fiz até um ensaio fotográfico com “ela”.
Até que, lá pelas tantas, o bichinho cresceu e sentiu a necessidade de externar sua “masculinidade”. E eu fiquei lá, com cara de pato de borracha, como diz a Jacke, sem saber o que fazer. Já estava acostumada a chamar de “Sofia”. Volta e meia, ainda chamo de “ela”, sem querer. A Lisi disse para eu deixar o nome assim mesmo. Mas não, imagina a cabeça do bichinho, todo confuso. Já basta o que eu fiz com seu psicológico o tratando como fêmea desde pequeno. Não que eu tenha problemas com isso (quem sou eu, né?), mas, se ele quisesse ser tratado como fêmea, aí era outra história e eu dava o maior apoio. Acontece nas melhores famílias.
Agora, meu filhote se chama “Davi”. Já acostumou com o nome e com a nova vida. Mas continua fazendo xixi onde não deve, isso não muda. O mais engraçado é que eu brinquei que “ela” iria namorar o porquinho da Rani, o Bruno. Imagina a cena? “Tá me estranhando?”, perguntaria o Bruninho. Cara, é cada coisa...
* Só coloque nome no seu porquinho depois dos três meses de idade... Ah, e para quem quiser saber, o Hitch continua atentado e com suas orelhas felpudas...
12.11.09
As bandas da minha vó
Basta convidar que a D. Neli já apronta suas malinhas, compra suas ervinhas e comprimidinhos e se manda mundo afora. Na outra sexta, encostou uma espaçonave em nosso quintal e os homenzinhos de Júpiter a convidaram para uma aventura intergalática. E ela já estava pronta, mas o voo atrasou duas horas em função do nosso complicado sistema aéreo.
Perguntaram se eu não ficava preocupada em deixar a vovi sair com seres de outro planeta. E eu respondi que não, porque os antigos amigos hippies também não lembravam seres terrestres.
Agora, falando sério (desde quando, né?)... Minha vó ficou dez dias em Rosário do Sul. Campo, serro, boi, vaquinha, cavalinho, campo, porquinho, campo, terra, campo, campo... Lá é divertido, tem bastante campo, campo a perder de vista... É bom ir de galera. Vovi deu uma passada em Livramento e trouxe uns contrabandos do Uruguai: umas garrafas de whisky, sete maços de cigarros e a uruguaia que eu tinha pedido.
Nesse meio tempo, enquanto a vó experimentava os anéis de Saturno, eu fiquei com a minha tia Eva, em Canoas. Eu e meu filhote, lógico. Brinquei com a minha priminha Carol (um ano e dez meses), que me fazia tocar “Atirei o pau no gato” e sentar no tapete para brincar com ela. Chamava meu porquinho-da-Índia de “Quelo” (sim, coelho). Uma fofura de tão esperta e sapeca.
Nessa terça, minha vó lembrou que tem um Planeta Terra e voltou para casa. Me trouxe uma pedra de Vênus (sim, aquelas que voam!) e dez aerolitos para eu revender no centro de Porto Alegre (mas um eu fico pra mim!). Essa é a mais pura verdade, o resto é o que inventam de nós! E eras isso!
* Ganhei uma cachorrinha de gesso da raça Maltês! Minha prima me trouxe de Gramado (ou de Bento, ou de Caxias). Mais um para minha coleção de cãozinho em miniatura! Em Canoas, vi duas coisas lindas: primeiro, uma caixa de lego dos Piratas, show de bola (ainda compro uma, sou Peterpan!) e depois um boneco grandão do John Lennon. Eu não sou muito do John, mas o boneco era tããão perfeito! Se eu tivesse R$ 249,00 me sobrando, levava aquele John para a Lisi...
Natal, né? E tanta coisa que eu queria dar para tanta gente...
11.11.09
"Nós queremos o arco-íris"
15 mil na Inconfidência!
Essa foi a brilhante frase que o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, usou para encerrar seu discurso no palco da primeira Parada Livre da cidade. Eu sei que, no fundo, a tradução quer dizer "queremos os seus votos", mas o apoio à nossa "classe" é sempre bem vindo. Agora, Canoas tem uma lei contra homofobia e isso é o que importa.
No último domingo, na Avenida Inconfidência, 15 mil pessoas se reuniram próximas ao palco da Parada, onde houve discursos de pessoas ilustres e outras nem tão ilustres (politicagem no meio sempre...), e as apresentações de costume, com drags, travas e bibas.
O curioso nessa Parada – além de tocar mais funk do que as drag musics que tocam na Parada de Porto – era a presença maciça de casais... Héteros! Não que nas demais Paradas não houvesse heterossexuais, mas nessa eram muitos! E isso me deixa muito contente de certa forma. Porque esse é o espírito da Parada Livre: liberdade de orientação sexual. Muitas crianças também assistiam com seus pais, mães e avós.
Apesar de pequena, a Parada estava divertida. A muvuca durou até às 21h, sem descanso. Bastante policiamento, banheiros, tudo que tem direito. O mais engraçado é que, bem próximo ao palco, havia um CTG, onde estava rolando um fandango. E não é que parte da gauchada de entreverou no arco-íris? Prova de que aquele texto publicado naquele blog gaudério não passou de um episódio infeliz.
Mais uma vez, o Asterisco estava lá, para apoiar o movimento, fazer uma bagunça e ter mais um texto de farofa! Ano que vem, tem mais Parada, mais arco-íris, mais purpurina, mais fandango e mais I will survive. Outra curiosidade: minha tia foi assistir à Parada! Segurem a Veveva!!!
* O apê da minha tia fica na esquina da Av. Inconfidência. Eu estava passando uns dias com ela, porque minha vó foi viajar... E nos perdemos na Parada! Show de bola! Só não foi melhor que segunda... Mas isso é assunto para um outro texto... Ou melhor, vamos deixar isso entre nós... Foi!
6.11.09
É nesse domingoooo!!!
* Preparem as perucas, as purpirunas e os LP's da Maria Bethânia! Canoas vai receber sua primeira Parada Livre e o Asterisco vai estar por lá!!! Você está convidado(a)!!!!







